Paulo César

Publicado por pcfviana em Julho 21, 2007

Desde o momento que voltei de João Pinheiro – MG eu planejava escrever algo sobre a viagem. Ta certo que não é tão longe de onde vivo diariamente (03h30min h de viagem), mas fiquei o tempo todo com esta vontade de escrever. Sou paraense de Itaituba e não conheço o meu estado. Por casualidades da vida fui direto para o Maranhão depois de nascer (segundo minha mãe foi com três meses e alguns dias). No Maranhão também não fiquei muito tempo-apenas seis anos. Depois disso minha ida (junto com minha mãe e irmãos) foi para Brasília. Passamos por muitos “apuros”, mas superamos. O que me leva a escrever sobre isto é que desde que cheguei aqui não sai para outro estado. O dia-a-dia é muito corrido. Trabalho x Faculdade.  Esta é uma rotina diária e muito cansativa por sinal. Em João Pinheiro eu senti um “ar” diferente. Neste pequeno “intervalo de desligamento” da minha rotina eu passei a acreditar mais no Brasil. Acreditar e a ter esperança neste país onde somos bombardeados de noticias catastróficas a todo o momento. Tanto de acidentes quanto de corrupção. O que me fez ficar assim é ter a certeza que tem muita gente com boas intenções nesta “bagunça”. Pessoas que não conversam com você apenas por interesse. Sinto que preciso conhecer mais deste país. Pode ser que eu desista de fugir daqui um dia.

4 Respostas para “”

  1. Helinho disse

    Paulo,

    Eu também, desde pequeno, vivi me mudando com meus pais pra cima e pra baixo, por conta da profissão do meu pai, que era militar… Então morei em vários estados diferentes e acabei escolhendo Brasília pra ser minha cidade. Mas parando pra pensar, os momentos “chave” de minha vida, tenham sido na infância, adolescência ou na fase adulta, aconteceram quando eu morava ou estava em cidades menores, no interior mesmo. Graças a Deus a gente tem uma cultura riquíssima e valores de gente do interior que não foram ainda devastados pela correria que é uma cidade grande. Acho que entendo o que você quis dizer. Em minhas últimas viagens ao interior do Brasil (que foram para Ipameri, no Goiás, Alagoinhas, na Bahia e pra Cavalcante, na chapada) eu sempre voltei com um sorriso diferente no rosto. Um sorriso de esperança.
    Agora eu estou longe, mas eu sei que não é pra sempre. Ainda há muito o que descobrir e aprender nesse nosso país. Tudo a seu tempo…

    Me amarrei no texto, espero que vc continue escrevendo, viu?
    Abraço!

  2. helio disse

    Paulo, post novo. Já!

  3. GeCharlize disse

    eu também tive a mesma sensação quando fui à Bragança/Pa! Mas está tudo através de fotos em http://www.fotolog.com/gleicechar
    amigo, nem sempre os lugares que visitamos precisam de palavras, este mundo de hoje que tem digital em celular pode “falar” …
    Fiquei em paz! ;)

  4. cleberduarte disse

    Ainda não havia lido o que escreveu sobre JP, ficou muito bom cara.
    Ainda assim, quero que conheça outros lugares desse país, te garanto irá surpreendê-lo cada vez mais. Existem muita gente boa por aí. O nordeste sem dúvida um grande celeiro de pessoas hospitaleiras e não sabem onde te colocar. Mas gostei muito de JP, afinal de contas saiu do DF, onde o poder e as arrogâncias habitam, acho que tudo deve melhorar.

    Grande abraço,

    Cleber Duarte

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